AUGUSTO ROA BASTOS: OS TEMPOS EM CONTRAVIDA

Autores

  • Felipe da Silva Mendonça Graduando em Letras Português/Espanhol pelo Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná e pesquisador do Núcleo Institucional de Pesquisa da Universidade Estadual do Norte do Paraná.
  • Luciana Brito Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista, docente do Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.

Resumo

Este artigo tem por objetivo analisar o elemento tempo no romance Contravida, de Augusto Roa Bastos. Para isso, tomamos três perspectivas sobre o que é o tempo e como sua passagem se dá, tendo como bases teóricas Santo Agostinho, Norbert Elias, Whitrow e Jacques Le Goff. Desse modo, temos: o tempo observável e circular associado à natureza; o tempo da consciência, que está sujeito à percepção do indivíduo sobre o tempo, isso é, as suas memórias; e o tempo simbólico, que, por meio de símbolos sociais, como os relógios e calendários, faz marcações temporais em um tempo linear no fluxo do devir.

 

DOI: 10.5935/1984-6614.20170017


 

Biografia do Autor

Felipe da Silva Mendonça, Graduando em Letras Português/Espanhol pelo Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná e pesquisador do Núcleo Institucional de Pesquisa da Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Graduando em Letras Português/Espanhol pelo Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná e pesquisador do Núcleo Institucional de Pesquisa da Universidade Estadual do Norte do Paraná.

Luciana Brito, Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista, docente do Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.

Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista, docente do Centro de Letras, Comunicação e Artes da Universidade Estadual do Norte do Paraná e do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Londrina.

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Publicado

2017-12-11

Edição

Seção

Tempo e memória