POESIA, LINGUAGEM, IMAGEM E A REPRESENTAÇÃO DA MORTE EM TRÊS POEMAS DE HELENA KOLODY

Autores

  • Patricia de Lara Ramos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR) Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Resumo

O propósito deste artigo é tratar das representações da morte e analisá-las nos poemas kolodyanos Despertar; Transeuntes e Segredo. Para tanto, primeiramente, buscamos esclarecer a importância da linguagem literária e da poesia, bem como tratamos de conceitos inerentes aos estudos do Imaginário, tais como imagem e imaginação. Esta escrita é de cunho bibliográfico e de metodologia interpretativista, pautada em teóricos como Hegel (1980); Octávio Paz (1982); Lobo (1987); Bachelard (1988); Durand (1997), entre outros. Tal investigação é justificada porque a temática da morte está muito presente nas obras poéticas de Kolody, que escreve de forma concisa, de modo a refletir sobre ela amplamente, apresentando as inquietações universais sobre o assunto.

 

DOI: 10.5935/1984-6614.20170016

Biografia do Autor

Patricia de Lara Ramos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR) Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Estuda Doutorado em Letras, área de concentração em História da Literatura na Universidade Federal do Rio Grande (FURG - Campus Carreiros) (2014). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná.

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Publicado

2017-12-11

Edição

Seção

Morte: entre vida e arte