“ASSIM QUE ME TOCO, ME PERCO”: UMA LEITURA DE PIRANDELLO

Autores

  • Rafael Muniz Sens

Resumo

Este artigo apresenta uma leitura do livro publicado em 1926, Um, nenhum e cem mil, do italiano Luigi Pirandello. A obra trabalha com o monólogo interior de seu protagonista, Vitangelo Moscarda, suas decisões e seus devaneios filosóficos. Neste texto, elaboro a ideia da interiorização e posterior desestabilização de um ser por meio da manifestação do rosto, mais especificamente do nariz, o qual o personagem principal então descobre, no inicio da narração, ser levemente curvilíneo, e não reto, diferente do que até então julgava ser. Para tanto, o estudo se inicia com uma reflexão sobre o rosto humano, apoia-se em Nietzsche, faz uma breve leitura comparada e, finalmente, centra-se em reflexões teóricas de autores como Giorgio Agamben.

 

DOI: 10.5935/1984-6614.20170013

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Publicado

2017-12-11

Edição

Seção

Arte e corporalidade